04/02/2016

Bate-papo com Jim Carbonera

Jim, autor e parceiro do blog nos concedeu um pouco de seu tempo para um bate-papo
exclusivo sobre sua carreira no mundo literário.

Jim, obrigado pela atenção e parceria. Estou sentindo-me honrada!

Confira a resenha do Livro Verme! aqui
Agora vamos conhecer um pouco de Jim?





Jim Carbonera nasceu em 27 de fevereiro de 1982. Natural de Porto Alegre,  reside ainda hoje na cidade que serve de inspiração para suas escritas.
Formou-se em turismo, exercendo a profissão por quatro anos e abandonando-a para dedicar-se integralmente à literatura.
Suas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertino, melancólicos e atrozes, e seus personagens possuem o caráter subversivo como característica principal. Segue o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo.
É autor dos livros Divina Sujeira, Verme! e Royal 47.
Acompanhe agora, a entrevista completa.



Jim, quando você percebeu que seu destino era ser escritor?
Li o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. Quando terminei sua última página, estava dominado pelos relatos da obra. E ali pude ver que a literatura era muito maior do que eu imaginava. Que poderiam ser descritos relatos intensos e explícitos sobre temas simples, como um porre, um sexo malfeito etc. A partir daí, comecei a escrever num blog e, conforme elogios eram feitos, me peguei pensando na possibilidade de escrever profissionalmente. E foi o que fiz.


Quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
Zanzar pela madrugada. Há muitas histórias nesse período do dia. Acho que as pessoas expõe mais o lado verdadeiro delas. Sem atuação ou encenação. Se deixam contaminar pelos demoniozinhos internos. O lado mais sombrio que carregam, aquele que normalmente gostamos de esconder.


De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Os dois. Alguns são ficcionais, criação da mente. Outros são inspirados em pessoas reais. Assim como o conteúdo do enredo; uns verdadeiros, outros invenções.


Você pensa em lançar mais obras com Rino sendo o protagonista?
Mais uma e finalizo. Meu objetivo sempre foi lançar uma tetralogia sobre o Rino. E já lancei três. Em dezembro de 2015 acabei o último livro. Provavelmente saia este ano. 


No início, que tipo de ecritor/livro te influenciou?
Foram três: Pedro Juan Gutiérrez (principal influência), Alberto Fuguet e Charles Bukowski.


Qual de suas obras/personagens é o seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?
Meu personagem favorito é protagonista das minhas obras, Rino Caldarola. Ele é corajoso e autêntico. Tem um desprezo pela sociedade que às vezes eu também gostaria de ter. E é sincero, o que volta e meia é confundido com arrogância e antipatia. E dos meus três livros, o que mais me identifico é o Divina Sujeira. Acho que ele foi escrito com as tripas e não com a mente. É um livro muito intenso e real. Joga com os sentimentos dos leitores. Abordo temas polêmicos sem qualquer receio. Costumo brincar que é meu livro de garagem.


Quando começou a escrever, o que afetou de forma positiva/negativa na sua vida?
De forma negativa é que amigos e familiares viram isso como uma forma de levar uma vida mansa. Que eu usava a literatura como desculpa para ficar na mordomia. Mas com o tempo aprenderam a respeitar. E de positiva me fez ter contato com os mais variados tipos de pessoas e de todos os cantos do Brasil. Você é um exemplo do que de positivo a literatura me trouxe.


O que você aconselha à pessoas que estão começando agora neste meio literário?
Primeiramente assuma isso como uma profissão e só se considere um escritor se realmente o for. Não banalize a profissão. Mesmo que trabalhe em outros locais, não leve à literatura como um hobby. Escrever é algo sério, árduo e doloroso. O artista no Brasil é desdenhado e taxado de vagabundo, justamente por não brigar pela causa e não assumir aquilo que faz. Um músico não precisa aparecer na televisão para ter o direito de dizer que é músico. Um escritor não precisa ser o Paulo Coelho para poder assumir aquilo que é. E outro conselho, é que mande à preguiça se foder. Sente na cadeira e escreva. Se está com falta de inspiração, ache ela. Coloque no papel algum acontecimento do seu dia. Alguma lembrança. Ou simplesmente descreva o seu quarto. Mas escreva, escreva e escreva. Se isso não for uma prioridade para você, uma paixão; nem comece, pois de aventureiros à literatura já está abarrotada.
- Jim Carbonera -


Obras do autor:
Divina Sujeira  (2011)
Verme! (2014)
Royal 47 (2015)


​Curta

2 comentários:

  1. Parabéns.. Felicidades mil.. Que vc tenha sucesso.. Futura escritora Sra Adriana Moreira.. Bjs
    Cl@udinh@ Cris

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  2. Obrigado amada! Se der tudo certo, futura escritora sim!!!!
    Bjuuuuus Cl@udinh@ Cris

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