20/02/2016

Resenha | Royal 47


                                    Royal 47



Esta é uma obra editada pela Editora Boêmia Urbana.
Autor: Jim Carbonera
Ano: 2015
Nesta obra, Jim Carbonera mantém sua narrativa infame e vil dos livros anteriores. Nomeia cada capítulo como se estivesse homenageando-os e transforma Royal 47 em um romance feroz e corrosivo.
O livro tem como personagem principal Rino Caldarola; lembrando que ele é um homem que está sem inspirações e tentando escrever um romance e ser reconhecido no meio literário.
Tudo começa com ele se mudando da casa de seus pais, buscando independência e amadurecimento; deixando as coisas acontecerem no seu devido tempo, levando tudo numa boa até ver um filme em que um garoto ganha uma máquina de escrever. Rino decide que ele também terá uma. No dia seguinte, em um antiquário, Rino encontra uma Royal Quiet Luxe 1947, de cor verde militar e que carinhosamente a apelida de Royal 47 achando que esta resolveria boa parte de sua dificuldade em escrever.
Com uma história que uma amiga lhe conta, Rino tenta usá-la como base e criar uma história legal. Mas não saiu como planejado; toda a empolgação que tinha em mente passou quando ele tentou escrever.
Após ver que nem tudo corria como queria e que já estava entediado com sua vida monótona, Rino resolve então procurar emprego. Nada muito "trabalhoso". Se inscreveu para Personal Friend, que consiste em ser pago para ser a companhia de alguém pelas horas contratadas.
Seu primeiro encontro foi com uma senhora viúva e gentil, logo depois uma mulher madura e muito culta.
Neste livro, Rino tem algumas passagens amorosas com "amigas", aproveitando ao máximo ao que lhe é oferecido.
Conheceu mulheres cultas como Monique e Catarina, através do seu novo "emprego".
Viajou com Catarina para gramado e mantiveram contato após seus dias de Personal Friend.
Rino teve alguns momentos de diversão com um motociclista, com direito à bebidas, histórias e encrenca em um bar.
E conseguiu, com um pouco de dificuldade, fazer um artigo sobre funerais onde ele é um escritor fantasma; faz todo o trabalho e os créditos ficam para outra pessoa .
Aos poucos, a escrita de Rino vai fluindo e tomando forma de uma boa estória.
Um grande protesto acontece em Porto Alegre fazendo com que Rino, seu irmão e sua cunhada participem.
Com a volta de seu irmão mais velho, vindo de Madri,  Rino fica no apartamento de seus pais para a complementação da felicidade de sua mãe.
Tudo estava indo tudo muito bem após uma despedida com  Lurdes, até que Rino é comparado com Bukowski; ele é criticado e insultado. Mas Rino rebate algumas palavras e resolve encerrar todo aquele recalque virando às costas e indo embora.
Rino faz uma pequena encenação de Jesus e ganha um pequeno cachê para isso, conhecendo sua colega de encenação,  Fabiana. Bebem cervejas e jogam conversas fora em comemoração às suas primeiras atuações.
Rino continua com seu dom de conhecer e "provar" suas amizades. Conhecendo várias mulheres e experimentando um pouco de cada amizade, Rino vai levando sua vida na tranquilidade, escrevendo, tendo seus orgasmos e suas bebedeiras.
Quer saber se Rino conseguiu escrever seu romance?
Então não perca tempo e peça já seu exemplar aqui.
Neste livro, a escrita continua informal, moderada e com uma dose consideravelmente boa de humor.
Cada capítulo é titulado, sendo Rino contando um pouco do seu dia-a-dia e suas histórias.
Achei Rino um cara fodão, que sempre é o bonzão... o pegador e ele às vezes (quase sempre) é escroto. Mas é impossível não se apaixonar por ele.
Esse seu jeito escroto de ser e todo esse seu jeito direto de falar as coisas, sem senssuras, é muito bom; chega a ser sexy. Por mais que ele as vezes é muito atirado e safadão, eu gosto dele assim e se fosse diferente, talvez esta estória nem fosse tão boa quanto é.
Royal 47 é um livro de fácil leitura, sua informalidade traz uma sensação de realismo e o fato de o autor Jim Carbonera titular cada capítulo,  ficou muito bem colocado e é impossível não agradar à todos.
Será que Diana volta?
Será que Rino consegue reconhecimento?
Somente Jim Carbonera para nos responder!
Enquanto isso, ficamos com Rino e suas aventuras na memória.

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